Água se Planta

Rios voadores: o que são, como funcionam e por que a sua chuva depende deles

Água se Planta · atualizado em 08/10/2026

Foto: Reserva Biológica do Uatumã, AmazonFACE · Odjair Nascimento Baena · CC BY-SA 4.0

Existe um rio que ninguém vê. Ele forma uma coluna de vapor de uns 3 quilômetros de altura, leva mais água que muitos rios de verdade e atravessa a América do Sul de norte a sul. Ele nasce no mar, cresce sobre a Amazônia e chega ao Centro-Oeste, ao Sudeste, ao Sul e à bacia do Prata em forma de chuva. É o rio voador. E ele depende das árvores.

Em resumo

  • Rios voadores são grandes fluxos de vapor de água que o vento leva pelo céu, da Amazônia para o centro e o sul da América do Sul.[1]
  • A umidade vem do Atlântico, mas a floresta a multiplica: as árvores devolvem ao ar a água da chuva. A floresta amazônica transpira cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia, mais do que os 17 bilhões que o rio Amazonas despeja no mar.[2]
  • Os Andes funcionam como um muro: desviam o fluxo para o sul, num corredor de ventos chamado jato de baixos níveis.[1]
  • Muita gente vive dessa água: cerca de 70% da água da bacia do Prata vem da evaporação na Amazônia.[5] A chuva que eles trazem abastece represas, lavouras e hidrelétricas.[11]
  • Onde a floresta cai, a chuva falha: no sul da Amazônia a estação chuvosa já encurtou cerca de 30 dias.[7] Proteger a floresta que resta e devolver floresta nativa ao caminho mantém o rio voador correndo.

O que são os rios voadores

Rios voadores são correntes de ar carregadas de vapor de água que se formam sobre o oceano Atlântico, ganham força sobre a floresta amazônica e levam umidade para grande parte da América do Sul, onde ela cai como chuva. O nome é um apelido, dado pelo climatologista José Marengo, do INPE, a algo que os cientistas já conheciam desde os anos 1960: correntes de vento úmido que, na linguagem técnica, se chamam jatos de baixos níveis.[1]

São rios de verdade, só que de vapor. Uma corrente dessas pode formar uma coluna de cerca de 3 quilômetros de altura, centenas de quilômetros de largura e milhares de quilômetros de comprimento. Num trecho medido, ela carregava 3.200 metros cúbicos de água por segundo, mais que a vazão do rio São Francisco.[1] Não dá para ver: o vapor é invisível até virar nuvem.

O caminho, do mar até a sua cidade

Siga uma gota. Ela começa no mar, perto da linha do Equador, e termina, dias depois, numa represa de São Paulo, numa lavoura do Paraná ou num rio do Uruguai. No meio do caminho, passa pela floresta, que a devolve ao céu muitas vezes.

  1. 1 · O marOs ventos alísios sopram do Atlântico tropical para o continente e trazem a umidade do oceano para a Amazônia.
  2. 2 · A floresta multiplica a águaA umidade cai como chuva sobre a floresta. As árvores bebem essa água pelas raízes e a devolvem ao ar pelas folhas. O ar segue para o oeste cada vez mais carregado: cerca de metade da chuva da Amazônia é gerada pela própria floresta.[4][6]
  3. 3 · Os Andes viram a direçãoAo encontrar a cordilheira, com montanhas de mais de 6 mil metros, a maior parte do ar úmido não passa. O fluxo vira para o sul e corre a leste dos Andes, pela Bolívia e pelo Paraguai.[1]
  4. 4 · A chuva chegaO rio voador passa sobre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo e, às vezes, chega ao Paraná, a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul.[1] A mesma umidade alimenta a bacia do Prata, até o Uruguai e o norte da Argentina.[5] Ao encontrar frentes frias e montanhas, ela vira chuva.

A floresta trabalha o ano todo: mesmo na seca, as florestas intactas da Amazônia central fornecem de 40% a 60% da umidade do ar, porque suas raízes profundas alcançam a água guardada no solo.[8]

Na mesma latitude do Sudeste e do Sul do Brasil, em outros continentes, ficam grandes desertos. Para o pesquisador Antonio Donato Nobre, é a umidade trazida da floresta que faz desta região, que ele chama de “quadrilátero da sorte” e que produz cerca de 70% do PIB da América do Sul, uma terra de chuva.[3]

Como uma árvore vira nuvem

Uma árvore é uma bomba de água movida a sol. As raízes puxam a água do solo, às vezes de muitos metros de profundidade. A água sobe pelo tronco até as folhas e sai por milhões de poros microscópicos, como vapor. É a transpiração. Uma árvore grande da Amazônia, com uma copa de uns 20 metros de diâmetro, solta mais de 1.000 litros de água por dia.[3]

Como uma árvore devolve a água da chuva ao céu As raízes tiram água do solo, a água sobe pelo tronco, as folhas soltam vapor, o vapor sobe, forma nuvens e o vento leva essa umidade para longe, onde vira chuva de novo. 1 · Raízestiram água do solo,a metros de profundidade 2 · Folhassoltam vapor: mais de1.000 litros por dianuma árvore grande 3 · Nuvem o vento levachuvamais adiante
Como uma árvore devolve a chuva ao céu. Desenho: Água se Planta.

Some isso em centenas de bilhões de árvores e o resultado é enorme: cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia, 20 trilhões de litros, sobem da floresta da bacia amazônica para o céu. É mais do que o próprio rio Amazonas, o maior do mundo, despeja no oceano: cerca de 17 bilhões de toneladas por dia.[2]

Por isso uma floresta não é só um monte de árvores. Árvores altas, de raízes profundas, alcançam a água guardada no fundo do solo e continuam transpirando na seca. Trocar a floresta por capim ou por cultivos de raiz rasa pode reduzir muito essa “água verde” que alimenta o rio voador.[8] É também por isso que plantamos em núcleos, com espécies de vários tamanhos crescendo juntas: é o jeito de a floresta voltar inteira, e não só como uma fileira de árvores.

Quem descobriu os rios voadores

A história começa nos anos 1970, em Piracicaba (SP). O pesquisador Enéas Salati, da USP, analisou a “assinatura” química da água da chuva, os isótopos, e mostrou pela primeira vez que boa parte da chuva da Amazônia vem da água que a própria floresta devolve ao ar. O estudo, de 1979, abriu um campo de pesquisa e deu a Salati o apelido de pai dos rios voadores.[4]

Décadas depois, José Marengo, do INPE, estudou os ventos que levam essa umidade para o sul e lhes deu o nome que pegou: rios voadores.[1] Entre 2007 e o começo de 2009, o explorador e piloto Gérard Moss fez 12 voos dentro deles, coletando amostras de vapor que cientistas da USP analisaram em laboratório. Foi o Projeto Rios Voadores, que levou o tema ao grande público.[1]

Por que os rios voadores importam para você

A água da torneira. O Sistema Cantareira abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e passa por secas prolongadas desde 2014.[11] As represas do Sudeste dependem das chuvas de verão, e parte dessa chuva viaja pelo céu desde a Amazônia.

A luz de casa. As hidrelétricas produziram 56% da eletricidade do Brasil em 2024. Das 20 maiores hidrelétricas a fio d’água do país, 17 ficam no caminho dos rios voadores.[11]

A comida no prato. Só cerca de 13% da área agrícola do Brasil é irrigada; o resto depende da chuva.[11] No sul da Amazônia, a perda de chuva causada pelo desmatamento pode custar, segundo estimativa, cerca de 1 bilhão de dólares por ano em soja e carne.[7]

Os vizinhos. Cerca de 70% da água da bacia do Prata, que inclui boa parte do Centro-Sul do Brasil, o Paraguai, o Uruguai, parte da Bolívia e o norte da Argentina, vem da evaporação na Amazônia.[5] No sul da América do Sul, a umidade de origem florestal pode chegar a quase toda a umidade do ar.[8]

O que está mudando

Cerca de 20% da floresta amazônica já foi derrubada. Os cientistas Thomas Lovejoy e Carlos Nobre alertam que, entre 20% e 25% de desmatamento, partes da Amazônia podem passar do ponto de não retorno e virar uma vegetação mais seca e aberta, que devolve muito menos água ao céu.[6]

Os sinais já aparecem. Em Rondônia, no norte de Mato Grosso e no sul do Pará, onde a agropecuária ocupou boa parte da floresta, a estação chuvosa começa mais tarde e ficou cerca de 30 dias mais curta.[7] No sudoeste da Amazônia, ao longo dos Andes do Peru e da Bolívia, mais de 70% da chuva vem de água transpirada pelas árvores: é uma das regiões que mais dependem da floresta que fica antes, no caminho.[9] E é no Acre que se encontram as três rotas sazonais dos rios voadores, a da estação das chuvas, a da transição e a da seca. A rota da seca é a mais vulnerável ao desmatamento.[10]

A boa notícia: o caminho funciona nos dois sentidos. Onde a floresta volta, com muitas espécies nativas e várias camadas, a água volta a subir para o céu.

Mitos e verdades sobre os rios voadores

“O rio voador é uma nuvem.”Não. É vapor de água, invisível. Ele só vira nuvem, e depois chuva, quando o ar esfria, por exemplo ao subir uma montanha ou encontrar uma frente fria.
“Toda a chuva do Sudeste vem da Amazônia.”Não. O Sudeste também recebe umidade direto do Atlântico e das frentes frias. A umidade amazônica é uma parte importante: quando o rio voador passa, ela aumenta, em média, de 20% a 30% a umidade do ar em Ribeirão Preto (SP).[1]
“Os rios voadores chegam à Europa.”Não há evidência disso. Os rios voadores da Amazônia irrigam a América do Sul.
“Uma árvore sozinha faz chover.”Sozinha, não. Quem faz o rio voador é a floresta inteira, árvore por árvore. Cada pedaço de floresta nativa que volta ao caminho soma vapor ao rio.
“Qualquer vegetação devolve a mesma água.”Não. Árvores de raízes profundas continuam transpirando na seca; capim e cultivos de raiz rasa devolvem muito menos água ao céu.[8]

Como ajudar os rios voadores

1. Manter a floresta de pé. A floresta que já existe é a que mais devolve água. Apoiar quem a protege e cobrar o fim do desmatamento vem primeiro.

2. Devolver floresta nativa ao caminho. Onde a floresta já caiu, ela pode voltar: com espécies nativas do lugar, em núcleos, com árvores de vários tamanhos crescendo juntas, ligadas às matas e às nascentes que ainda existem. É o que fazemos na Água se Planta, em zonas escolhidas ao longo das rotas dos rios voadores:

Veja todas no mapa das zonas.

3. Plantar a sua árvore no caminho da chuva. Plantar em casa também é ótimo, mas aqui a importância é outra: uma árvore nativa no caminho dos rios voadores, crescendo em núcleo com as suas árvores companheiras, ajuda a fazer chover para milhões de pessoas. Plantar uma muda é o começo. Fazer dela uma árvore é o nosso trabalho. Cada árvore vem completa:

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Plante água no caminho dos rios voadores

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Os rios voadores em números

Os dados mais importantes deste guia, com a fonte de cada um. Pode citar.

NúmeroO que significaFonte
≈ 20 bilhões de toneladasde água que a floresta da bacia amazônica devolve ao ar por dia, pela transpiração[2]
≈ 17 bilhões de toneladasde água que o rio Amazonas despeja no Atlântico por dia[2]
mais de 1.000 litrosde água que uma árvore grande da Amazônia transpira num único dia[3]
cerca de metadeda chuva da Amazônia é gerada pela própria floresta[6]
≈ 70%da água da bacia do Prata vem da evaporação na Amazônia[5]
mais de 70%da chuva no sudoeste da Amazônia, ao longo dos Andes do Peru e da Bolívia, vem de água transpirada pelas árvores[9]
até quase 100%da umidade do ar no sul da América do Sul pode ter origem na floresta[8]
3.200 m³ por segundode vapor medidos num trecho de um rio voador, mais que a vazão do rio São Francisco[1]
≈ 30 diasa menos de estação chuvosa no sul da Amazônia (Rondônia, norte de Mato Grosso, sul do Pará), com o desmatamento[7]
20% a 25%de desmatamento: faixa em que a Amazônia pode passar do ponto de não retorno; cerca de 20% já foram perdidos[6]
17 de 20das maiores hidrelétricas a fio d’água do Brasil ficam no caminho dos rios voadores[11]
≈ 9 milhõesde pessoas na Grande São Paulo bebem água do Sistema Cantareira[11]

Glossário dos rios voadores

Rio voador
Nome popular, em português, para os grandes fluxos de vapor de água que o vento leva da Amazônia para o centro e o sul da América do Sul. O apelido foi dado pelo climatologista José Marengo, do INPE.
Evapotranspiração
A água que volta do chão para o ar: a que evapora do solo, da água e das folhas molhadas, mais a que as plantas transpiram pelas folhas.
Transpiração
A água que a árvore tira do solo pelas raízes e solta no ar, como vapor, pelos poros das folhas.
Reciclagem da chuva
Quando a mesma água cai como chuva, é devolvida ao ar pela floresta e cai de novo mais adiante, várias vezes ao longo do caminho.
Jato de baixos níveis
Corredor de ventos fortes e úmidos, a poucos quilômetros do chão, que corre a leste dos Andes, de norte para sul. É a “calha” por onde passa boa parte dos rios voadores.
Ventos alísios
Ventos que sopram do oceano Atlântico tropical para o continente e trazem para a Amazônia a umidade do mar.
Água verde
A água que as plantas devolvem ao ar. Diferente da “água azul”, a dos rios, lagos e aquíferos.
Bomba biótica de umidade
Hipótese dos pesquisadores russos Anastassia Makarieva e Victor Gorshkov, de 2007, divulgada no Brasil por Antonio Donato Nobre, de que florestas grandes ajudam a puxar para dentro do continente o ar úmido do oceano.
Ponto de não retorno
O nível de desmatamento a partir do qual partes da floresta deixariam de conseguir se manter e virariam vegetação mais seca e aberta.
Rio atmosférico
Termo da meteorologia para faixas longas e estreitas de vapor de água na atmosfera, no mundo todo. O fluxo de umidade que sai da Amazônia é conhecido como o rio atmosférico, ou voador, da Amazônia.

Fontes

  1. Zorzetto, R. «Um rio que flui pelo ar». Revista Pesquisa FAPESP, n. 158, abr. 2009. revistapesquisa.fapesp.br
  2. Guimarães, M. «A dança da chuva». Revista Pesquisa FAPESP, n. 226, dez. 2014. revistapesquisa.fapesp.br
  3. Nobre, A. D. «O Futuro Climático da Amazônia» (ARA, 2014), em entrevista ao Valor Econômico, 31 out. 2014. documentacao.socioambiental.org
  4. Salati, E. et al. «Recycling of water in the Amazon Basin: an isotopic study». Water Resources Research, 15(5), 1979 · resumo em Revista Pesquisa FAPESP. revistapesquisa.fapesp.br
  5. van der Ent, R. J. et al. «Origin and fate of atmospheric moisture over continents». Water Resources Research, 46, W09525, 2010. www.sciencedaily.com
  6. Lovejoy, T. E.; Nobre, C. «Amazon tipping point». Science Advances, 4(2), 2018. agencia.fapesp.br
  7. Leite-Filho, A. T. et al. «The southern Amazon rainy season: the role of deforestation…». International Journal of Climatology, 40(4), 2019; e «Deforestation reduces rainfall and agricultural revenues in the Brazilian Amazon». Nature Communications, 12, 2591, 2021 · resumo em Revista Pesquisa FAPESP. revistapesquisa.fapesp.br
  8. ATTO (Amazon Tall Tower Observatory). «How do Amazon forests make their own rain?», Scientific Brief, [2025]. www.attoproject.org
  9. Finer, M. et al. «MAAP #232: The Amazon Tipping Point – Importance of Flying Rivers». Amazon Conservation, 12 set. 2025. www.maapprogram.org
  10. IPAM e Amazon Conservation. «Keeping the Flying Rivers Flowing», jun. 2026. ipam.org.br
  11. Pinto, G. R. S.; Arbache, J. P. «Quando a fonte seca: as ameaças do desmatamento da Amazônia para a economia brasileira». CPI/PUC-Rio e Amazônia 2030, 2025. www.climatepolicyinitiative.org

Como citar este guia: Água se Planta. Rios voadores: o que são, como funcionam e por que a sua chuva depende deles. aguaseplanta.com.br/guia/rios-voadores/, atualizado em 08/10/2026. Você pode citar e reproduzir trechos com link para esta página.

Perguntas frequentes

O que são rios voadores?

São grandes fluxos de vapor de água que o vento leva pelo céu da América do Sul. A umidade vem do oceano Atlântico, é multiplicada pela floresta amazônica, que devolve a chuva ao ar pela transpiração das árvores, e segue para o Centro-Oeste, o Sudeste, o Sul do Brasil e a bacia do Prata, onde cai como chuva.

Quem deu o nome de rios voadores?

O apelido foi dado pelo climatologista José Marengo, do INPE. Nos anos 1970, Enéas Salati, da USP, mostrou que a floresta gera boa parte da própria chuva. Entre 2007 e 2009, o Projeto Rios Voadores, do piloto Gérard Moss, levou o tema ao grande público.

Quanta água os rios voadores carregam?

A floresta que alimenta os rios voadores, a da bacia amazônica, transpira cerca de 20 bilhões de toneladas de água por dia, mais do que os cerca de 17 bilhões que o rio Amazonas despeja no mar (Revista Pesquisa FAPESP, 2014). Num trecho medido, um rio voador levava 3.200 metros cúbicos por segundo, mais que a vazão do rio São Francisco.

Por onde passam os rios voadores?

Do Atlântico, a umidade entra pela Amazônia e segue para o oeste até os Andes. A cordilheira desvia o fluxo para o sul: ele passa pela Bolívia e pelo Paraguai e chega a Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo e, às vezes, ao Paraná, a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul. A mesma umidade alimenta a bacia do Prata, até o Uruguai e o norte da Argentina.

Os rios voadores trazem chuva para São Paulo?

Sim, em parte. O Sudeste recebe umidade também do Atlântico e das frentes frias, mas a umidade da Amazônia é importante: quando o rio voador passa, ela aumenta, em média, de 20% a 30% a umidade do ar em Ribeirão Preto (SP).

O desmatamento afeta os rios voadores?

Sim. Sem floresta, menos água volta ao céu. No sul da Amazônia, a estação chuvosa já encurtou cerca de 30 dias, e cientistas alertam que entre 20% e 25% de desmatamento partes da Amazônia podem passar do ponto de não retorno. Cerca de 20% já foram perdidos.

Os rios voadores chegam à Europa?

Não há evidência disso. Os rios voadores da Amazônia levam umidade para a América do Sul; não existe um rio voador da Amazônia até a Europa.

Qual a diferença entre rio voador e rio atmosférico?

Rio atmosférico é o termo da meteorologia para faixas longas e estreitas de vapor de água em qualquer lugar do mundo. Rio voador é o nome popular, em português, para o fluxo de umidade que sai da Amazônia e irriga a América do Sul.

Como posso ajudar os rios voadores?

Apoiando a proteção da floresta que existe e a volta da floresta nativa ao caminho da chuva. Na Água se Planta, você planta uma árvore nativa numa zona ao longo das rotas dos rios voadores, com duas árvores companheiras, placa, anos de cuidado e certificado com as coordenadas, a partir de R$ 350.

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